Durante muito tempo, a escolha de materiais foi tratada como uma decisão predominantemente estética. Hoje, sabemos que isso é insuficiente. O cérebro reage ao espaço antes mesmo de qualquer leitura racional.
Textura, temperatura, absorção sonora, reflexo de luz e presença de elementos naturais ativam respostas neurológicas automáticas ligadas à segurança, atenção e regulação emocional.
Neuroarquitetura nasce exatamente dessa convergência: compreender como o ambiente construído altera estados fisiológicos e cognitivos.
Pesquisas mostram que determinados materiais podem modular discretamente o sistema nervoso autônomo. Um dos estudos mais relevantes nessa área foi conduzido por David Fell, na University of British Columbia.
Ao comparar ambientes internos com e sem madeira aparente, observou-se que a presença de madeira reduziu a ativação do sistema nervoso simpático, que é responsável pelo estado de alerta fisiológico.
Entre os efeitos medidos:
Mesmo quando os participantes não relatavam conscientemente grande diferença entre os ambientes, o corpo apresentava respostas distintas. Isso revela um dado importante: a materialidade atua antes da percepção racional.
Madeira termotratada tem ganhado protagonismo em espaços wellness exatamente por reunir características que favorecem essa leitura corporal positiva:
Fotos:
1. Sokos Hotel Koljonvirta | Visionary Design Partners | Lunawood
2. Projeto FGMF | Fotos Victor Lucena | Lunawood/NEOBAMBU